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Title: Heterogeneidade espacial e modelação multinível ponderada da quebra vacinal em crianças de 12–35 meses em Moçambique
Authors: Cassy, Sheyla Ratan Rodrigues
Chissaque, Assucênio Hortêncio
Filimone, Edmilson Eugénio
Keywords: Amostragem complexa
Análise espacial
Doenças preveníveis por vacina- ção
Quebra vacinal
Regressão logística multinível
Complex sampling
Spatial analysis
Vaccine-preventable diseases
Vaccine Drop- out
Multilevel logistic regression
Issue Date: Jan-2026
Publisher: Universidade Eduardo Mondlane
Abstract: A vacinação constitui um componente fundamental das intervenções de saúde pública. Estima- se que, a cada ano, a vacinação evite cerca de 3 milhões de mortes por doenças preveníveis por vacinação. No entanto, as vacinas continuam subutilizadas em várias regiões do mundo, parti- cularmente nos países de baixa e média renda, incluindo Moçambique, onde as elevadas taxas de mortalidade entre crianças menores de 5 anos continuam a ser predominantemente atribuí- veis a doenças preveníveis por vacinação. Um dos principais desafios tem sido a quebra vaci- nal, situação em que as crianças deixam de receber as doses subsequentes após a primeira dose da vacina, resultando em cobertura vacinal incompleta. Assim, o estudo teve como objectivo modelar a quebra vacinal em crianças dos 12 aos 35 meses em Moçambique. Para tal, foram utilizados dados de crianças dos 12 aos 35 meses que receberam a primeira dose da vacina contra difteria, tosse convulsa e tétano (DTP) do mais recente Inquérito Demográfico de Saúde 2022–23 de Moçambique. O índice de Moran e a estatística de Getis-Ord Gi* foram empregues para explorar a heterogeneidade espacial a nível global e local, e modelos de regressão logística multinível ponderados foram ajustados para identificar os factores associados à quebra vacinal. Os resultados mostraram que o índice da quebra vacinal em Moçambique foi de 27.9% (IC 95%: 25.5-30.5) e foi identificada uma autocorrelação espacial positiva, com pontos críticos de quebra vacinal concentrados nas regiões norte e centro de Moçambique; 60.3% da variação da quebra vacinal pode ser atribuída às diferenças entre as comunidades. Foram identificados factores de risco: residir na zona rural e residir nas províncias de Cabo Delgado ou Nampula e factores protectores: a realização de pelo menos quatro consultas pré-natais, a posse do cartão de saúde, uma percepção favorável quanto à distância até à unidade sanitária mais próxima e viver em agregados familiares com 1 a 2 crianças. Estes resultados sublinham a necessidade de intervenções e programas orientados à medida dos desafios enfrentados pelas comunidades, de forma a contribuir para o alcance do Objectivo de Desenvolvimento Sustentável 3 em Moçam- bique
URI: http://www.repositorio.uem.mz/handle258/1590
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