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Title: Dinâmica relacional em famílias com adolescentes em tratamento Anti-retroviral
Authors: Tesoura, Bernardette
Cossa, Quitéria Gote
Keywords: Dinâmica relacional
Tratamento anti-rectroviral
Adolescentes em tratamento
HCM
Issue Date: Dec-2023
Publisher: Universidade Eduardo Mondlane
Abstract: Este trabalho tem como objectivo estudar a dinâmica relacional em famílias com adolescentes em Tratamento Anti-rectroviral (TARV), atendidos no Serviço de İnfecciologia da Pediatria do Hospital Central de Maputo (HCM). Faz uma revisão teórica sobre a perspectiva estrutural sistémica que nortea a pesquisa. Com base nesta teroria tornou-se necessário conhcecer o modo como as famílias se estruturam, os padrões de comunicacão e interacção se estabelecem para melhor atender as demandas dos adolescentes em TARV. A teoria cognitiva comportamental fornerceu susbsídios que permitiram compreender alguns comportamentos dos adolescentes e suas familias perante o TARV, a psicossocial de Erikson e a ecológica psicossocial de Bronfenbrenner que contribuiram para compreender os adolescentes e suas famílias no seu contexto. A pesquisa teve como objectivo compreender a dinâmica relacional do sistema familiar. No processo de construção da metodologia foi descrita a problemática examinando a irrigularidade na toma de anti-retrovirais em adolescentes e suas famílias. Optou-se pelo método de pesquisa exploratório descritivo e analítico. A metodologia constou de três etapas a primeira realizou-se a recolha de dados através de um roteiro de entrevista semiestruturada para a caracterização sociodemográfico dos adolescentes e suas famílias, a recolha de algumas percepções, experiências dos cuidadores sobre o TARV dos adolescentes. Em segundo lugar a elaboração do genograma da estrutura familiar com vista a discutir a história, os padrões familiares, a organização em termos gráficos da rede de parentesco e por último aplicou-se o teste de sistema familiar (FAST) para avaliar a coesão e hierarquia através da representação dos seus membros na situação real, ideal e de conflito. Os resultados mostram a presença de indicadores de risco para o desenvolvimento não saudável dos adolescentes e suas famílias como os relacionados com o stress, a frustração, o desconforto emocional, a respeito do TARV, estas são experiências que reflectem a má adesão ao TARV. O exemplo do bom relacionamento, a boa interacção com a equipe da saúde, a partilha das responsabilidades, são indicadores de boa adesão ao TARV. O tabú nas famílias sobre o HIV, a relação conflitual no sistema conjugal, as dificuldades económicas, sentimento de desanimo, a fraca colaboração do cônjuge no TARV caracterizam a má adesão ao TARV. As redes de apoio social, bom relacionamento com a equipe da saúde, atenção dos familiares cuidadores, são factores que facilitam a adesão. O medo da revelação do diagnóstico, a frequência irregular à unidade sanitária, a relação triangular, os conflitos, o estigma e a descriminação, o fraco envolvimento dos pais no TARV, os factores culturais e socioeconómicos dificultam a adesão. Os padrões de interacção nas famílias A1 e C3 não favorecem o TARV, pois ao nível da hierarquia verificam-se conflitos conjugais, enquanto E5 e H7 gozam de harmonia média. A terapia familiar, a terapia cognitiva comportamental são estratégias que a pesquisa propõe para ajudar as famílias a gerir melhor o TARV.
URI: http://www.repositorio.uem.mz/handle258/1613
Appears in Collections:DP - FACED - Dissertações de Mestrado

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