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dc.contributor.advisorNhaombe, Henrique Ernesto-
dc.contributor.authorNhacudime, Péricles Francisco-
dc.date.accessioned2025-04-01T11:09:44Z-
dc.date.issued2024-10-01-
dc.identifier.urihttp://www.repositorio.uem.mz/handle258/1195-
dc.description.abstractO presente trabalho foi realizado com objectivo de analisar as representações discursivas dos tabus de decência em canções da língua chope à luz da teoria social do discurso. Entretanto, tal análise não foi efectuada apenas à luz desta teoria, visto que foi estabelecido um diálogo entre ela e teorias da linguística cognitiva, teorias de cortesia linguística e preceitos atinentes à construção ideológica de género. Para consecução do nosso objectivo, analisámos as representações discursivas de tais tabus em 27 canções. Esta amostra foi seleccionada de um corpus gerado não só através da pesquisa documental, realizada no Arquivo do Património Cultural (ARPAC), na Rádio Moçambique, na Rádio Comunitária de Quissico e na residência de Venâncio Mbande em Guilundo, como também da observação de cantores, efectuada nas províncias de Inhambane e Maputo. Ao fim deste estudo, constatámos que a maior parte das representações discursivas contribui, através do modus operandi de dissimulação, para a manutenção ou reprodução de identidades e relações patriarcais de género; enquanto a menor parte [kulondolana ‘aproveitar um ao outro’ (C.4'), kuotela ‘dormir’ (C. 6') e cindongana ‘plantinha’ (C.7')] contribui para a transformação de tais identidades e relações. Assim, a menor fracção desafia e combate a ideologia de género hegemonicamente naturalizada na cultura chope, visto que ela contribui para o reconhecimento do homem e da mulher como igualmente importantes na procriação de novas gerações. Em suma, todas as representações discursivas dos tabus de decência são práticas, “não apenas de representaçãoˮ dos aparelhos reprodutores masculino e feminino, do coito, do adultério, da prostituição, do ciclo menstrual e do esperma, mas da sua significação, ‟constituindo” e construindo-os “em significado” (FAIRCLOUGH, 1992:64)en_US
dc.language.isoporen_US
dc.publisherUniversidade Eduardo Mondlaneen_US
dc.rightsopenAcessen_US
dc.subjectRepresentação discursivaen_US
dc.subjectCortesiaen_US
dc.subjectMetáforaen_US
dc.subjectRelação patriarcal de géneroen_US
dc.subjectDiscursive representationen_US
dc.subjectPolitenessen_US
dc.titleRepresentações discursivas dos tabus de decência em canções da língua chopeen_US
dc.typethesisen_US
dc.description.embargo2025-03-25-
dc.description.resumoThe present work was carried out with the objective of analysing the discursive representations of taboos of decency in songs of the Chopi language in the light of the social theory of discourse. However, such analysis was not carried out only in the light of this theory, since a dialogue was established between it and theories of cognitive linguistics, linguistic politeness and precepts related to the ideological construction of gender. In order to achieve our objective, we analysed the discursive representations of such taboos in 27 songs. This sample was selected from a corpus generated not only through documentary research, carried out at Arquivo do Património Cultural (ARPAC), at Rádio Moçambique, at Rádio Comunitária de Quissico and at the residence of Venâncio Mbande, in Guilundo, but also the observation of singers, carried out in the provinces of Inhambane and Maputo. At the end of this study, we found out that most of the discursive representations, through the modus operandi of dissimulation, contribute for the maintenance or reproduction of traditional gender identities and relations, whereas the least part, [namely, kulondolana ‘enjoy each other’ (C.4'), kuotela ‘sleep’ (C.5') and cindongana ʽsmall plantʼ (C.6')], contribute for the transformation of such identities and relations. Thus, the least fraction challenges and combats the hegemonically cristalized gender ideology in the Chopi culture, as it contributes for the recognition of men and women as equally important in the procreation of new generations. Therefore, all the discursive representations of the taboos of decency are practices, “not just of representing” the male and female reproductive organs, coitus, adultery, prostitution, menstrual cycle and sperm, “but of signifying” them “constituting and constructing” them “in meaning” (FAIRCLOUGH, 1992:64)en_US
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