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dc.contributor.advisorMoçambique, Milton Armando Teresa Malai-
dc.contributor.authorBarros, Elisa Paulo Joaquim-
dc.date.accessioned2026-03-03T09:04:31Z-
dc.date.issued2025-11-20-
dc.identifier.urihttp://www.repositorio.uem.mz/handle258/1561-
dc.description.abstractA depressão, ansiedade e stress durante a gravidez constituem importantes problemas de saúde pública, capazes de comprometer a saúde materna e fetal, resultando em desfechos adversos como parto prematuro, baixo peso a nascença e prejuízo no vínculo mãe-bebé. Em Moçambique, a escassez de estudos que mensurem a magnitude desses transtornos limita a formulação de políticas de saúde mental perinatal e o desenvolvimento de estratégias preventivas. Objectivo: Este estudo teve como objectivo investigar a prevalência de sintomas de depressão, ansiedade e stress em gestantes atendidas nos centros de saúde do Alto Maé e Zimpeto, bem como identificar factores sociodemográficos e clínicos associados. Metodologia: Realizou-se um estudo transversal de abordagem quantitativa com 229 gestantes que realizavam consultas pré-natais nessas unidades sanitárias de Maputo, em maio de 2025. Os dados foram recolhidos mediante questionário sociodemográfico e clínico, além das escalas DASS-21 (Depression, Anxiety and Stress Scale) e PHQ-9-MZ (Patient Health Questionnaire). As análises foram conduzidas no SPSS 27.0, utilizando estatística descritiva para estimar as prevalências e regressão de Poisson para examinar factores associados, com nível de significância de 5%. Resultados: A prevalência de sintomas depressivos foi de 80,3% pelo PHQ-9-MZ e 59,4% pela DASS-21, sendo que 32,2% apresentaram depressão moderada a grave. A ansiedade foi identificada em 65,9% das gestantes, com 19,2% em nível extremamente severo. O stress apresentou prevalência de 24,9%, com 14,4% de intensidade moderada ou superior. As análises inferenciais indicaram que variáveis como estado civil, composição domiciliar, ocupação e religião apresentaram associação significativa com a ocorrência de sintomas de sofrimento psicológico. A consistência interna das subescalas do DASS-21 demonstrou α de Cronbach satisfatório (>0,70), confirmando boa confiabilidade dos instrumentos. Discussão: A elevada prevalência de sintomas depressivos, de stress e ansiosos observada indica não apenas sofrimento individual, mas também fragilidades estruturais no suporte psicossocial à gestante. Esses resultados dialogam com a teoria psiconeuroendocrinoimunológica, sugerindo que condições de vulnerabilidade social e stress crônico podem amplificar respostas neuroendócrinas adversas. O predomínio de sintomas moderados e graves reforça a hipótese de sobrecarga emocional cumulativa, associada a contextos de desigualdade e à limitada abordagem integral nos cuidados pré-natais. Conclusões: Os resultados evidenciam elevada prevalência de sintomas de depressão, ansiedade e stress entre gestantes de Maputo, superando as taxas observadas em outros contextos africanos e internacionais. Tais achados revelam a magnitude do sofrimento mental perinatal e a necessidade urgente de integração do rastreio psicológico nos cuidados pré-natais de rotina. Sugere-se que o sistema de saúde incorpore protocolos de triagem e acompanhamento psicológico adaptados culturalmente, com capacitação de profissionais de cuidados primários para o reconhecimento precoce e o encaminhamento adequado dos casosen_US
dc.language.isoporen_US
dc.publisherUniversidade Eduardo Mondlaneen_US
dc.rightsopenAcessen_US
dc.subjectDepressãoen_US
dc.subjectAnsiedadeen_US
dc.subjectStressen_US
dc.subjectGestantesen_US
dc.subjectSaúde mental perinatalen_US
dc.subjectMoçambiqueen_US
dc.subjectPregnant womenen_US
dc.subjectPerinatal mental healthen_US
dc.subjectDepressionen_US
dc.subjectAnxietyen_US
dc.titlePrevalência de sintomas de depressão, ansiedade e stress em gestantes: estudo transversal nos Centros de Saúde do Alto Maé e Zimpetoen_US
dc.typethesisen_US
dc.description.embargo2026-03-02-
dc.description.resumoDepression, anxiety, and stress during pregnancy are significant public health problems capable of compromising maternal and fetal health, resulting in adverse outcomes such as premature birth, low birth weight, and impaired mother-baby bonding. In Mozambique, the scarcity of studies measuring the magnitude of these disorders limits the formulation of perinatal mental health policies and the development of preventive strategies. Objective: This study aimed to investigate the prevalence of depression, anxiety, and stress symptoms in pregnant women attending the Alto Maé and Zimpeto health centers, as well as to identify associated sociodemographic and clinical factors. Methodology: A cross-sectional study with a quantitative approach was conducted with 229 pregnant women attending prenatal consultations at these health units in Maputo, in May 2025. Data were collected using a sociodemographic and clinical questionnaire, in addition to the DASS-21 (Depression, Anxiety and Stress Scale) and PHQ-9-MZ (Patient Health Questionnaire) scales. Analyses were conducted in SPSS 27.0, using descriptive statistics to estimate prevalences and Poisson regression to examine associated factors, with a significance level of 5%. Results: The prevalence of depressive symptoms was 80.3% according to the PHQ-9-MZ and 59.4% according to the DASS- 21, with 32.2% presenting moderate to severe depression. Anxiety was identified in 65.9% of the pregnant women, with 19.2% at an extremely severe level. Stress had a prevalence of 24.9%, with 14.4% of moderate or higher intensity. Inferential analyses indicated that variables such as marital status, household composition, occupation, and religion showed a significant association with the occurrence of psychological distress symptoms. The internal consistency of the DASS-21 subscales demonstrated a satisfactory Cronbach's alpha (>0.70), confirming the good reliability of the instruments. Discussion: The high prevalence of depressive, stress, and anxiety symptoms observed indicates not only individual suffering but also structural weaknesses in psychosocial support for pregnant women. These results align with psychoneuroendocrinoimmunological theory, suggesting that conditions of social vulnerability and chronic stress can amplify adverse neuroendocrine responses. The predominance of moderate and severe symptoms reinforces the hypothesis of cumulative emotional overload, associated with contexts of inequality and the limited comprehensive approach in prenatal care. Conclusions: The results demonstrate a high prevalence of depression, anxiety, and stress symptoms among pregnant women in Maputo, surpassing rates observed in other African and international contexts. These findings reveal the magnitude of perinatal mental suffering and the urgent need to integrate psychological screening into routine prenatal care. It is suggested that the health system incorporate culturally adapted psychological screening and monitoring protocols, with training for primary care professionals for early recognition and appropriate referral of casesen_US
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