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Title: Desfecho do seguimento clínico após profilaxia pós - exposição ao HIV em adolescentes vítimas de violação sexual, Maputo (2020–2022)
Authors: Chilundo, Baltazar Gonçalo Mazungane
Tivane, Ivandra Natércia Manheira
Keywords: Seguimento clínico
Profilaxia pós-exposição
Violação sexual
Adolescentes
HIV
Clinical follow-up
Post-exposure prophylaxis
Sexual assault
Adolescents
Issue Date: Jan-2026
Publisher: Universidade Eduardo Mondlane
Abstract: A violação sexual perpetrada em adolescentes representa uma séria crise de saúde pública, agravado pelo risco elevado de infecção pelo HIV. A profilaxia pós- exposição constitui uma intervenção de urgência fundamental para reduzir esse risco, sendo o seguimento clínico essencial para garantir sua eficácia. Objectivo: Este estudo teve como objectivo determinar a proporção de adolescentes vítimas de violação sexual assistidas no Hospital Geral de Mavalane entre 2020 e 2022 que completaram o seguimento clínico de três meses após o início da profilaxia pós-exposição, e analisar factores associados à conclusão desse seguimento. Métodos: A investigação adoptou um desenho observacional analítico, caracterizado como um estudo de coorte retrospectivo. A colecta de dados utilizou fontes secundárias de raparigas adolescentes atendidas entre Março de 2020 a Setembro de 2022. A coorte final incluiu 322 casos. Efectuou-se análise descritiva e a aplicação do teste de Qui-quadrado ou exacto de Fisher. A avaliação da associação entre factores explicativos e o desfecho, a análise foi feita por regressão de Poisson com estimadores robustos, reportando-se riscos relativos e IC de 95% e com nível de significância α = 5%. Resultados: Dos 322 casos incluídos, entre as que não iniciaram, todas abandonaram o seguimento. Dos 155 (48,1%) iniciaram a profilaxia pós-exposição e, destes, apenas 28 (18,1%) completaram o seguimento clínico, correspondendo a 8,7% da amostra total. O número de agressores mostrou associação significativa: vítimas de mais de um agressor apresentaram quase três vezes mais chances de concluir o seguimento em comparação às de um único agressor (RR = 2,90; IC95%: 1,37–6,14; p = 0,005). O tempo de chegada também foi determinante: todas as adolescentes que completaram o seguimento haviam procurado atendimento nas primeiras 72 horas após a violação (χ2 = 26,41; p < 0,001). Inexistiu correlação estatisticamente significativa entre a conclusão do seguimento e a idade, escolaridade ou relação com o agressor (p > 0,05). Conclusão: Intervenções programáticas, políticas e académicas são urgentes para promover acolhimento humanizado, reduzir o estigma, capacitar equipas de saúde e criar mecanismos de retenção para o alcance da eficácia da estratégia de profilaxia pós- exposição
URI: http://www.repositorio.uem.mz/handle258/1594
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