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dc.contributor.advisorMartins, Emília-
dc.contributor.advisorMatavel, Joaquim-
dc.contributor.advisorJethá, Eunice A.R.-
dc.contributor.authorMacamo, Helton Agostinho-
dc.date.accessioned2026-08-12T13:20:23Z-
dc.date.available2026-08-12T13:20:23Z-
dc.date.issued2026-
dc.identifier.urihttp://www.repositorio.uem.mz/handle258/1672-
dc.description.abstractEm Moçambique, dados de inquéritos sobre violência publicados em 2021 indicam que cerca de 14,7% de adolescentes do sexo feminino sofreram alguma forma de violência sexual nos últimos 12 meses. Na província de Sofala, 15,5% das menores de 18 anos foram vítimas desse tipo de violência, o que aumenta a susceptibilidade à depressão. Objectivo: Caracterizar os sintomas de depressão em adolescentes do sexo feminino, entre 12 e 18 anos, vítimas de violência sexual atendidas na Medicina Legal do Hospital Central da Beira (HCB) em 2021. Método: Foram analisados dados de 121 vítimas de violência sexual a partir do livro de registo e do Questionário de Saúde do Paciente (PHQ3-MZ), utilizado para avaliar sintomas de depressão. Os dados foram processados no programa estatístico SPSS v20, utilizando o teste Qui-Quadrado de Pearson, para verificar associações entre variáveis sociodemográficas, circunstâncias da violência e sintomas de depressão, considerando um intervalo de confiança de 95% (IC=95%). Resultados: A maioria (77%) das vítimas de violência sexual com algum nível da depressão rastreada, quase a metade (42%) apresentava depressão moderada e manifestavam frequentemente a tristeza ou desespero (76%), perda de interesse ou prazer (65%) e a ideia suicida (52,9%). Os sintomas da depressão são mais predominantes entre as adolescentes entre 14 e 15 anos (66%), na sua maioria com nível primário (50%), 46% residiam em zonas suburbanas, 28,1% viviam com ambos progenitores e, grande parte dos encarregados (73%) possuíam trabalho instável. A idade entre 14 e 15 anos apresentou associação significativa (p = 0,001), com tristeza e depressão moderada à grave. Residir numa zona suburbana foi associado (p = 0,001) à perda de interesse, enquanto a ocupação instável dos pais mostrou associação significativa (p = 0,001) com sentimentos de tristeza e dificuldades no dia-a-dia. Considerando as circunstâncias da violência, a depressão moderada teve associação estatisticamente significativa (p = 0,001) com o tipo de relação com o agressor, sendo na maioria dos casos perpetrada pelo namorado (21,1%) e desconhecidos (18,8%). As adolescentes com co-ocorrência da violência (p = 0,002) e que testaram positivo para o HIV (p=0,001) foram mais propensas a ideias suicidas. Conclusão: É preocupante a alta prevalência dos sintomas da depressão, com forte associação dos factores sociodemográficos e agravados pelas circunstâncias que ocorreu a violência sexual nas adolescentes.en_US
dc.language.isoporen_US
dc.publisherUniversidade Eduardo Mondlaneen_US
dc.rightsopenAcessen_US
dc.subjectViolência sexualen_US
dc.subjectAdolescentesen_US
dc.subjectSintomas de depressãoen_US
dc.subjectSaúde mentalen_US
dc.subjectDepressive symptomsen_US
dc.subjectMental healthen_US
dc.titleCaracterização dos sintomas de depressão em adolescentes do sexo feminino entre 12 e 18 anos de idade com histórico de violência sexual atendidas no Hospital Central da Beira no ano de 2021en_US
dc.typethesisen_US
dc.description.resumoIn Mozambique, violence survey data published in 2021 indicated that approximately 14.7% of female adolescents experienced some form of sexual violence during the previous 12 months. In Sofala Province, 15.5% of girls under 18 years of age were victims of sexual violence, increasing their vulnerability to depression. Objective: To characterize depressive symptoms among female adolescents aged 12–18 years who were victims of sexual violence and received care at the Forensic Medicine Department of Beira Central Hospital (BCH) in 2021. Methods: Data from 121 female victims of sexual violence were retrospectively analysed using information extracted from clinical records and the Mozambican version of the Patient Health Questionnaire (PHQ-3-MZ), employed to screen for depressive symptoms. Data were processed using SPSS version 20. Pearson’s Chi-square test was applied to assess associations between sociodemographic characteristics, violence-related circumstances, and depressive symptoms. Statistical significance was determined at a 95% confidence level (95% CI). Results: The majority (77%) of sexual violence victims screened positive for some level of depression, with nearly half (42%) presenting moderate depression. The most frequently reported symptoms were sadness or hopelessness (76%), loss of interest or pleasure (65%), and suicidal ideation (52.9%). Depressive symptoms were more prevalent among adolescents aged 14–15 years (66%), most of whom had primary-level education (50%). Additionally, 46% resided in suburban areas, 28.1% lived with both parents, and 73% of caregivers had unstable employment. Adolescents aged 14 15 years showed a significant association (p = 0.001) with sadness and moderate-to-severe depression. Residence in suburban areas was significantly associated (p = 0.001) with loss of interest, whereas parental unstable employment was significantly associated (p = 0.001) with sadness and impairment in daily functioning. Regarding violence-related circumstances, moderate depression was significantly associated (p = 0.001) with the victim–perpetrator relationship, with perpetrators being predominantly boyfriends (21.1%) or strangers (18.8%). Adolescents who experienced co-occurring forms of violence (p = 0.002) and those who tested HIV-positive (p = 0.001) were more likely to report suicidal ideation. Conclusion: The high prevalence of depressive symptoms among adolescent victims of sexual violence is concerning. Sociodemographic factors and violence-related circumstances were strongly associated with adverse mental health outcomes, highlighting the need for comprehensive psychological assessment and targeted interventions for this vulnerable population.en_US
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