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http://www.repositorio.uem.mz/handle258/1602Full metadata record
| DC Field | Value | Language |
|---|---|---|
| dc.contributor.advisor | Munguambe, Khátia | - |
| dc.contributor.author | Osório, Miguel Vasco | - |
| dc.date.accessioned | 2026-05-14T11:40:58Z | - |
| dc.date.issued | 2026-04 | - |
| dc.identifier.uri | http://www.repositorio.uem.mz/handle258/1602 | - |
| dc.description.abstract | Este estudo analisou os desafios enfrentados pelos provedores de saúde na implementação das estratégias de apoio psicossocial (APSS) às pessoas vivendo com HIV/SIDA (PVHIV), no contexto da pandemia da COVID-19, no Hospital Distrital da Massinga, entre 2020 e 2021. A investigação utilizou uma abordagem qualitativa de natureza descritivo-analítica, com desenho fenomenológico. Foram realizadas entrevistas semi-estruturadas com profissionais de saúde envolvidos directamente no seguimento clínico e psicossocial de utentes em TARV. A análise dos dados foi guiada por categorias temáticas, articulando os depoimentos dos participantes com os referenciais normativos nacionais, como os Procedimentos Operacionais Padrão para o APSS em contexto de emergência (MISAU, 2020-2021). Os resultados revelaram uma profunda transformação nas práticas de cuidado: as abordagens anteriormente centradas em vínculos presenciais, grupos de apoio e visitas comunitárias foram substituídas por estratégias improvisadas de aconselhamento por telefone, integração em consultas clínicas e adaptações não previstas nos protocolos originais. Dentre os desafios apontados, destacam-se a ausência de capacitação específica, fragilidades tecnológicas, descontinuidade do vínculo terapêutico, perda de confidencialidade e a retracção dos serviços psicossociais. No entanto, também emergiram aspectos positivos, como a introdução e massificação de modelos diferenciados de serviços (MDS), a entrega descentralizada de ARVs e a revalorização do papel comunitário na adesão ao tratamento. Conclui-se que a pandemia evidenciou tanto as vulnerabilidades estruturais do sistema de saúde quanto a sua capacidade de resiliência. A crise sanitária impulsionou inovações importantes, mas também expôs a necessidade de institucionalizar o APSS como componente essencial da resposta ao HIV/SIDA, especialmente em tempos de emergência. A continuidade do cuidado, a escuta qualificada e o suporte emocional às PVHIV e aos próprios provedores devem ser reconhecidos como pilares fundamentais para a sustentabilidade das políticas de saúde pública. | en_US |
| dc.language.iso | por | en_US |
| dc.publisher | Universidade Eduardo Mondlane | en_US |
| dc.rights | openAcess | en_US |
| dc.subject | Apoio psicossocial | en_US |
| dc.subject | HIV/SIDA | en_US |
| dc.subject | Adesão ao TARV | en_US |
| dc.subject | Pandemia da COVID-19 | en_US |
| dc.subject | Estratégias de cuidado | en_US |
| dc.subject | Saúde pública | en_US |
| dc.title | Desafios na implementação de estratégias de apoio psicossocial pelos provedores de saúde às PVHIV no contexto de crise | en_US |
| dc.type | thesis | en_US |
| dc.description.embargo | 2026-05 | - |
| dc.description.resumo | This study analyzed the challenges faced by healthcare providers in implementing psychosocial support (PSS) strategies for people living with HIV/AIDS (PLWHA) during the COVID-19 pandemic at the Massinga District Hospital between 2020 and 2021. The specific objectives were to characterize psychosocial support and positive prevention (PP) approaches during the pandemic; compare psychosocial interventions before and during COVID-19; identify key challenges in ensuring treatment continuity for missed or defaulting patients; and describe providers’ perceptions regarding the ongoing PSS strategies. A qualitative and phenomenological design was adopted, with semi-structured interviews conducted with health professionals involved in clinical and psychosocial care for patients on ART. Data analysis followed thematic and content analysis frameworks, triangulated with national health policies and the Standard Operating Procedures for PSS during the COVID-19 emergency (MISAU, 2020–2021). The findings revealed significant changes in care delivery. Pre-pandemic approaches emphasizing in- person engagement, community support groups, and home visits were replaced by improvised telephone counseling, integration into clinical consultations, and informal adaptations of protocols. Key challenges included lack of specific training, technological limitations, weakened therapeutic bonds, confidentiality breaches, and discontinuation of structured psychosocial support services. Nonetheless, positive developments emerged—such as the rollout of differentiated service delivery models (DSD), decentralized ARV distribution, and renewed community engagement in treatment adherence. The study concludes that the pandemic not only exposed structural vulnerabilities in the health system but also highlighted its adaptive potential. The crisis spurred meaningful innovations but reinforced the need to institutionalize psychosocial support as an integral pillar of the HIV/AIDS response, especially during emergencies. Continuity of care, emotional support, and structured follow-up for both patients and providers must be strengthened to sustain effective public health responses | en_US |
| Appears in Collections: | Dissertações de Mestrado - FAMED | |
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| File | Description | Size | Format | |
|---|---|---|---|---|
| 2026 - Osório, Miguel Vasco.pdf | 1.4 MB | Adobe PDF | View/Open |
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